Fases da Lua
 
 
ABLAÇÃO
(1) Processos combinados (tais como fusão, sublimação, evaporação) que eliminam a neve ou o gelo de uma geleira ou de um campo de neve. Também utilizado para exprimir a quantidade (de neve ou gelo) perdida por estes processos. (WMO)
(2) Redução do equivalente em água da cobertura de neve por fusão, evaporação, vento e avalanches. (ICSI)

ABSORÇÃO ESPECÍFICA
(1) Quantidade de água absorvida por um poço de recarga por unidade de tempo e por unidade de elevação do nível piezométrico. 
(2) Razão entre a quantidade de água que um solo pode reter e a quantidade total de água contida no solo saturado ou o volume total do solo.

ACIDEZ DA ÁGUA
Quantidade de ácido, expressa em miliequivalentes de uma base forte por litro de água, necessária para titular uma amostra a um determinado valor do pH.

ACIDEZ TOTAL
Quantidade de ácidos fracos e fortes, expressa em miliequivalentes de uma base forte necessária para neutralizar esses ácidos, utilizando, por exemplo, a fenolftaleína como indicador.

ACIDIFICAÇÃO
Introdução de ácido em rochas carbonatadas tais como calcários, dolomitos, areias calcárias ou arenitos, para aumentar a permeabilidade por dissolução de parte de seus constituintes.

ACUMULAÇÃO
(1) Processo de deposição de produtos oriundos de erosão ou abrasão, de sais, de sedimentos, etc., em massas de água naturais ou artificiais.
(2) Quantidade de neve ou outra forma de água no estado sólido adicionada a uma geleira, gelo flutuante ou campo de neve. (WMO)
(3) Retenção de massas de água devida a obras de contenção como barragens, etc., ou a condições naturais.

ACUMULAÇÃO DE RETENÇÃO, SIN. ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO
Parcela da precipitação temporariamente acumulada na passagem para o sistema fluvial, durante ou imediatamente após a queda da chuva. Inclui a retenção superficial e no canal mas não a acumulação nas depressões.

AFLUENTE, SIN. TRIBUTÁRIO
Curso de água que desemboca em um outro maior ou em um lago.

ÁGUA
Fase líquida de um composto químico formado aproximadamente por 2 partes de hidrogênio e 16 partes de oxigênio em peso. Na natureza ela contém pequenas quantidades de água pesada, de gases e de sólidos (principalmente sais) em dissolução.

ÁGUA ABSORVIDA
Água retida no solo com propriedades que não diferem substancialmente das da água comum. (V)

ÁGUA AGRESSIVA
Água com capacidade de dissolver ou de desagregar os materiais sólidos em contato com ela.

ÁGUA ALCALINA
Água com PH superior a 7 (sete).

ÁGUA CAPILAR SIN. ÁGUA DE CAPILARIDADE
Água retida por capilaridade no solo, acima do lençol freático; água do solo acima da umidade higroscópica e abaixo da capacidade e campo.

ÁGUA DE JUSANTE
Água situada imediatamente depois de uma estrutura hidráulica (no sentido da corrente).

ÁGUA DO SOLO
Água retida na camada superior da zona de aeração do solo, tão próxima à superfície que pode passar à atmosfera por evapotranspiração (CID) e onde se fazem sentir influências diurnas e sazonais, como por exemplo, chuva, irrigação, inundações, drenagem e evapotranspiração.

ÁGUA DOCE
Água, nem salgada, nem amarga, cuja composição química a torna apropriada à consumição (pelo fraco teor em matéria sólida dissolvida).

ÁGUA DURA
Água que contém, em dissolução, quantidades relativamente grandes de substâncias minerais, principalmente sais de cálcio e de magnésio. (WHO)

ÁGUA GRAVITICA
Água da zona não saturada que circula livremente, sob a ação da gravidade.

ÁGUA HIGROSCÓPICA
(1) Umidade retida na zona de aeração do solo, em equilíbrio com o vapor d'água, atmosférico. (CID)
(2) Vapor d'água absorvido pelas partículas do solo e originariamente contido na atmosfera. (WMO)

ÁGUA JUVENIL
Água originária do interior da terra e que não teve existência prévia como água superficial ou atmosférica.

ÁGUA MAGMÁTICA
Água trazida à superfície terrestre pelo movimento ascendente do magma proveniente de grandes profundidades.

ÁGUA METAMÓRFICA
Água expulsa das rochas pelo processo de metamorfismo. É um tipo de água juvenil (rejuvenescida).

ÁGUA PESADA
Água enriquecida com moléculas que contém isótopos pesados (estáveis e radioativos) do hidrogênio (deutério, trítio) e oxigênio 18.

ÁGUA POTÁVEL
Água apropriada para a bebida.

ÁGUA PRECIPITÁVEL
Quantidade de água, expressa em altura ou em volume, que poderia ser recolhida se todo o vapor d'água contido numa determinada coluna da atmosfera, de seção horizontal unitária, fosse condensado e precipitado. (WMO)

ÁGUA PRIMITIVA
Água existente numa rocha desde a época de sua formação. (GG)

ÁGUA SALGADA
Água cuja concentração de sais é relativamente alta (aproximadamente 25 g/Kg).

ÁGUA SALOBRA
Água que contém sais em concentrações menores do que na água do mar. A concentração da quantidade total de sais dissolvidos está compreendida entre 1.000 e 10.000 mg/I.

ÁGUA SUBTERRÂNEA
Água do subsolo ocupando a zona saturada.

AGUACEIRO
Precipitação, não raro intensa e de curta duração, que cai de nuvens convectivas. Os temporais são caracterizados pelo inesperado de seu início e fim e, geralmente, por grandes e rápidas variações de intensidade. (WMO)

ÁGUAS CHEIAS
(1) Nível mais elevado atingido pela maré enchente. (OD)
(2) Nível máximo alcançado pelas águas, numa cheia ou na operação de um reservatório.

ÁGUAS RESIDUAIS
Água que contém resíduos de materiais sólidos ou líquidos, rejeitados como inúteis após utilização industrial. (WMO)

ALCALINIDADE
Quantidade de cátions equilibrados por ácidos fracos, expressa em miliequivalentes de íons de hidrogênio neutralizados, em 1 litro d'água.

ALUVIÃO
Argila, silte, areia, cascalho, seixo ou outro material detrítico depositado pela água.

AMOSTRA COMPÓSITA SYN.
Amostra de água representativa das condições médias existentes durante um longo período, obtida por meio de misturas de amostras individuais representativas de períodos mais curtos, sendo sempre ponderadas com pesos proporcionais ao valor da descarga e à extensão do período.

AMOSTRADOR DE ÁGUA
Instrumento para colher amostras de água e sedimentos em suspensão num rio.

AMOSTRADOR DE MATE'RIAL SÓLIDO DE FUNDO
Dispositivo de amostragem para determinar a descarga de sedimentos que se deslocam ao longo do fundo do leito do rio.

AMOSTRADOR DE SEDIMENTOS
Dispositivo de amostragem da água para determinar a descarga dos sedimentos em suspensão.

ANÁLISE DE ALTURA DE PRECIPITAÇÃO-ÁREA-DURAÇÃO
Análise da distribuição por área, da precipitação de um temporal geralmente feita graficamente usando curvas altura de precipitação-área, para várias durações de temporais.

ANÁLISE DE FREQÜÊNCIA
Processo envolvido na interpretação de séries antigas de eventos hidrológicos em termos de probabilidades futuras de ocorrência, por exemplo, estimativa de freqüência de cheias, de secas, de precipitações, etc. (CHOW)

ANEMÔMETRO
Instrumento utilizado para medir a velocidade do vento ou a velocidade e a direção do vento. (WMO)

ANO CHUVOSO
Ano para o qual as precipitações (e as vazões dos rios) são sensivelmente superiores às normais.

ANO HIDROLÓGICO
Período contínuo de 12 meses escolhido de tal modo que as precipitações totais (líquidas e sólidas) são escoadas neste mesmo período. O armazenamento interanual fica, assim, reduzido ao mínimo.

ANO MÉDIO
Ano para o qual, determinado parâmetro hidrológico ou meteorológico, observado é aproximadamente igual ao correspondente valor calculado como média das observações de um período suficientemente longo.

ANO SECO
Ano durante o qual as precipitações ou o escoamento fluvial são sensivelmente inferiores ao normal.

ANTEPARO DE NIPHER
Proteção contra o vento para os pluviômetros. Tem a forma de um cone invertido cuja base se acha ao nível da borda do pluviômetro.

AQUÍFERO ARTESIANO
(1) Aqüífero que contém água com suficiente pressão para elevá-la acima da superfície do solo.
(2) Algumas vezes usado como sinônimo de aqüífero confinado ou cativo.

AQUÍFERO
Formação porosa (camada ou estrato) de rocha permeável, areia ou cascalho, capaz de armazenar e fornecer quantidades significativas de água. (W)

AQUÍFUGO
Formação sem interstícios interconectados. incapaz, portanto, de absorver ou transmitir água. (CID)

APROVEITAMENTO DE UMA BACIA HIDROGRÁFICA
Utilização planejada de uma bacia hidrográfica, segundo objetivos pré-determinados.

APROVEITAMENTO MÚLTIPLO
Aproveitamento do recurso água, projetado, construído e operado para atender a mais de uma finalidade; por exemplo, controle de cheias, energia hidrelétrica, irrigação, abastecimento, navegação, pesca, recreação. (CID)

AQUÍCLUDO
Formação que, embora porosa e capaz de absorver água, não a transmite em velocidades suficientes a proporcionar um abastecimento apreciável a um poço ou a uma fonte. (CID)

AQUITARD
Formação geológica de natureza relativamente impermeável e semiconfinante que transmite água com velocidade muito reduzida, em comparação a um aqüífero.

ÁREA DO RESERVATÓRIO
Área da superfície do reservatório medida em um plano horizontal na cota correspondente ao nível máximo operativo.

ARRASTO
Transporte para jusante do material erodido do leito e das margens de um curso d'água.

ARREICO
Relativo a áreas quase completamente carentes de drenagem superficial.

ASPERSÃO
Irrigação por meio de gotas de água caindo livremente.

ASSIMETRIA
(1) Falta de simetria de uma distribuição de freqüências, definida para N observações de uma variável X; de média X, pela fórmula:
a = S(X - X)3 / N (CHOW)
(2) Coeficiente que exprime a assimetria:
Cs = A / s3 » A / S3 onde
s – desvio padrão
A – valor estimado de a
S – valor estimado de s

ASSOREAMENTO
Processo de elevação de uma superfície por deposição de sedimentos.

ASSOREAMENTO (DE AREIA)
Acumulação de areia no fundo de um poço, reservatório, etc.

ASSOREAMENTO (POR SILTE)
Processo de acreção ou elevação do leito de um rio ou de uma massa de água por depósito de silte ou de sedimentos.

BACIA HIDROGRÁFICA
Área de drenagem de um curso d'água ou lago.

BACIA ARTESIANA
Configuração estrutural geológica, freqüentemente de grandes dimensões, em que a água está confinada sob pressão artesiana. (GG)

BACIA HIDROGEOLÓGICA
Unidade fisiográfica ou geológica que contém pelo menos um aquífero de extensão significativa.

BACIA HIDROGRÁFICA FECHADA
Áreas em que o escoamento superficial é recolhido por sumidouros ou lagos não ligados por canais superficiais a outros cursos d'água da bacia.

BACIA REPRESENTATIVA
(1) Bacia hidrográfica que permite o estudo de ciclo hidrológico numa região natural característica, pela observação simultânea de dados climáticos e hidrométricos. (GHM)
(2) Bacia onde se realizam estudos hidrológicos intensivos sob condições relativamente constantes.
(3) Bacia na qual foram instaladas diversas estações para efetuar simultaneamente, observações hidrometeorológicas e hidrométricas, de modo que os dados assim obtidos representem uma vasta zona, em vez de realizar medições em todas as bacias da região considerada.

BACIA SOBRE CONTROLE
Parte da bacia de drenagem cuja contribuição é medida diretamente por postos pluviométricos.

BACIAS DE REFERÊNCIA
Variedade de pequenas bacias representativas e experimentais (até 25 kmz ) estabelecidas com a finalidade principal de estudar os processos hidrológicos e a erosão que se produzem nos canais.

BALANÇO HÍDRICO
Balanço das entradas e saídas de água no interior de uma região hidrológica bem definida (uma bacia, um lago, etc), levando em conta as variações efetivas de acumulação.

BALANÇO HÍDRICO MUNDIAL
Balanço da circulação da água em toda a extensão da superfície terrestre, continentes e oceanos.
Conduto aberto artificial.

CANAL DE FUGA
Canal de saída de água de uma roda ou turbina hidráulica.

CANAL DE MEDIÇÃO
Calha para medir descargas, geralmente com uma seção contraída ou em declive sob condições de escoamento crítico.

CANAL DE VAZANTE
Parte de um curso d'água ou de um estuário onde se fazem sentir as correntes de maré.

CANAL SIN CALHA, LEITO
(1) Parte mais profunda do leito de um rio onde se escoa a corrente principal (CID)
(2) Curso de água, natural ou artificial, claramente diferenciado, que contém água em movimento contínua ou periodicamente ou então, que estabelece interconexão entre duas massas de água. (CID)

CAPACIDADE
(1) Volume que pode ser acumulado num reservatório.
(2) Quantidade de líquido que uma estrutura pode deixar escoar.

CAPACIDADE DE ABSORÇÃO
Capacidade máxima de recarga que um poço pode admitir.

CAPACIDADE DE ACUMULAÇÃO DE UM RESERVATÓRIO
Volume do reservatório correspondente ao nível normal máximo.

CAPACIDADE DE CAMPO
Quantidade de água retida em uma amostra de solo, depois de drenado o excesso da água gravitativa.

CAPACIDADE DE INFILTRAÇÃO
Taxa máxima que um determinado solo, pode absorver de água, por unidade de superfície

CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE SEDIMENTOS
Capacidade de um amostrador em reter determinada quantidade de sedimentos, expressa em porcentagem do volume dos sedimentos aportados.

CAPACIDADE DE TRANSPORTE DE ÁGUA
Vazão máxima que pode ser escoada através de uma seção transversal de um curso d'água.

CAPACIDADE DE UM POÇO
Vazão máxima de um poço, sob condições especificadas de bombeamento e de extração.

CAPTAÇÃO
Modificação da parte superior de um curso d'água por captação da cabeceira de outro curso como conseqüência da erosão.

CAPTAÇÃO DE UMA NASCENTE OU FONTE
Recuperação da água de uma fonte por obras de drenagem para tubulações ou canais.

CARGA DE ÁGUA DOCE SIN. ALTURA DE ÁGUA DOCE
Carga em um certo ponto e a uma certa profundidade em um aqüífero, que seria medida por um piezômetro contendo apenas água doce.

CARGA MOTRIZ
Desnível ou diferença da altura piezométrica entre a entrada e a saída d'água.

CARGA OU MATERIAL FINO EM SUSPENSÃO
Material relativamente fino, quase sempre em suspensão, transportado pelo curso d'água sem depositar-se.

CAVITAÇÃO
Formação de cavidades, no líquido em escoamento, cheias de ar e vapor d'água causadas pela baixa pressão originada pela alta velocidade.

CHARCO
Acumulação de água de fusão sobre gelo, conseqüência principalmente de fusão da neve e, também, em fase mais avançada, de fusão do gelo. O estágio inicial consiste em bocados de neve fundida.

CHEIA
Elevação temporária e móvel do nível das águas de um rio ou lago.
Enchente de um rio causada por chuvas fortes ou fusão das neves.

CHEIA ANUAL
(1) Descarga máxima instantânea observada num ano hidrológico. (CID)
(2) Cheia que foi igualada ou excedida, em média, uma vez por ano.

CHUVA
Precipitação de água líquida seja sob a forma de gotas de diâmetro superior a 0.5mm, seja sob a de gotículas menores, largamente dispersas. (WMO)

CHUVA CICLÔNICA
Precipitação causada pela atividade de uma depressão atmosférica. (WMO)

CHUVA RESIDUAL
Chuva que cai no fim de uma tempestade com uma intensidade inferior à capacidade de infiltração. (CID)

CHUVAS CONVECTIVAS
Precipitações causadas pelo movimento ascendente de massas de ar mais quentes que o meio circundante. (WMO)

CHUVISCO
Precipitação bastante uniforme composta exclusivamente de gotículas de água (com diâmetro menor que 0,5mm), muito próximas umas das outras. (WMO)

CICLO HIDROLÓGICO
Sucessão de fases percorridas pela água ao passar da atmosfera à terra e vice-versa: evaporação do solo, do mar e das águas continentais; condensação para formar as nuvens; precipitação; acumulação no solo ou nas massas de água, escoamento direto ou retardado para o mar e reevaporação. (WMO)

COEFICIENTE DE AFLUÊNCIA
Relação entre a vazão natural e a vazão média histórica, em um determinado período e local. E expresso, normalmente, em percentagem.

COEFICIENTE DE FUGA
Quantidade de água que escoa por unidade de área da superfície de separação entre o lençol aqüífero principal e a camada semipermeável sobre ou subjacente, por diferença de carga unitária, através da referida camada semipermeável.

COEFICIENTE DO TANQUE DE EVAPORAÇÃO
Relação entre a evaporação de uma grande massa de água e a de um tanque de evaporação.

COEFICIENTE HIGROSCÓPICO
Porcentagem de umidade que o resíduo de um solo seco ao forno, absorve quando em equilíbrio com atmosfera saturada de vapor d'água, a uma dada temperatura. (CID)

COLMATAGEM
Deposição de partículas finas, como argila ou silte, na superfície e nos interstícios de um meio poroso permeável, por exemplo, o solo, reduzindo-Ihe a permeabilidade.

COMPORTA
Dispositivo mecânico móvel para controlar vazões em vertedouros, tomada d'água e dispositivos de descarga.

COMPORTA DE PRANCHÕES
Seções de madeira, concreto e/ou aço, encaixadas na crista de um vertedouro, de tal modo que possam ser removidas. Pode ser usada para aumentar a capacidade de acumulação durante a época de estiagem e ser removida, basculada ou automaticamente rompida quando o nível d'água exceder a uma cota predeterminada. Essas comportas são geralmente destinadas para uso temporário, onde comportas permanentes não são justificáveis.

COMPRIMENTO DE MEANDRO
Distância, ao longo do rio, entre dois pontos correspondentes aos limites extremos de dois meandros consecutivos. (CID)

COMPRIMENTO DO RESERVATÓRIO
Distância máxima medida da barragem até a cabeceira do reservatório, seguindo a linha do centro do curso do rio principal, considerando-se o reservatório no nível normal operativo.

CONCENTRAÇÃO HIDROGENIÔNICA
Concentração de íons hidrogênio em miliequivalentes por litro de solução, geralmente expressa em unidade de PH.

CONDENSAÇÃO
Passagem da fase de vapor à fase líqüida.

CONDUTIVIDADE ELÉTRICA DA ÁGUA
Capacidade da água para conduzir a corrente elétrica, expressa como a intensidade da corrente por unidade de área dividida pela diferença de potencial por unidade de comprimento.

CONDUTIVIDADE HIDRÁULICA DIRECIONAL
Propriedade combinada de um meio poroso anisótropo e do escoamento que o atravessa. Quando uma direção dada coincide com a da descarga específica, a condutividade hidráulica direcional nessa direção é a razão entre a descarga específica e a projeção do gradiente hidráulico nessa mesma direção. Quando a direção dada coincide com a do gradiente hidráulico, a condutividade hidráulica direcional é o quociente da projeção da descarga especifica nessa direção pelo gradiente hidráulico.

CONDUTO FORÇADO
Conduto usado para transporte de água do reservatório para as turbinas de uma usina hidrelétrica.

CONFLUÊNCIA
Junção, ou ponto de junção, de dois ou mais cursos de água. (CID)

CONSERVAÇÃO DA ÁGUA
Providências tomadas para economizar a quantidade de água utilizada para qualquer finalidade ou para protegê-la contra a poluição.

CONSOLIDAÇÃO
Acomodação de um solo produzida por uma carga, crescente ou contínua, que reduz o volume dos poros.

CONTAMINAÇÃO
Introdução na água de qualquer substância indesejável não presente nela normalmente por exemplo, microrganismos, produtos químicos, resíduos de esgotos, etc., e que a tornam imprópria ao uso pretendido. (WHO)

CONTROLE COMPLETO
Controle onde a altura da superfície da água acima do mesmo é inteiramente independente do nível d'água de jusante. (CID)

CONTROLE DE SEÇÃO
(1) Trecho de um rio onde existe uma relação unívoca cota-descarga. (CID)
(2) Seção de um conduto aberto ou rio onde a descarga é determinada unicamente pelo nível d'água, imediatamente acima.

CONTROLE NATURAL
Trecho de um curso d'água onde existem condições naturais tais que permitem que o nível d'água acima dele se constitua num índice estável da descarga.

CONTROLE PARCIAL
Controle onde as flutuações do nível d'água à jusante do mesmo, têm certa influência na descarga. (CID)

CORREÇÃO ANGULAR
Correção a introduzir na velocidade observada numa seção transversal quando a direção do escoamento não é perpendicular à seção.

CORREDEIRA
Rápido pouco profundo, num curso d'água aberto, cuja superfície aparece ondulada em conseqüência de obstruções total ou arcialmente submersas.

CORRENTE ASCENDENTE
Movimento ascendente da água, em formação arenosa, provocado por um desequilíbrio da pressão hidrostática resultante de cheia num rio vizinho ou de diminuição de sobrecarga causada por escavações.

CORTE DE MEANDRO
Rompimento das margens de um curso d'água, com formação de um novo canal ou braço de rio.

COTA DE SEGURANÇA
Distância vertical entre o nível máximo normal da superfície líquida num conduto, reservatório, tanque, canal, etc. e o ponto mais alto das margens de um canal aberto, e o topo de uma barragem ou de um dique.

COTA LINIMÉTRICA
Altura da superfície da água acima do zero da escala. É usada como sinônimo de nível d'água.

CRISTAIS DE GELO
Agulhas finas, lamelas ou palhetas de gelo suspensas na água. Formm-se nos rios e lagos quando as águas estão turbulentas e super-resfriadas.

CURSO DE ÁGUA EFLUENTE
Rio alimentado por águas subterrâneas.

CURSO DE ÁGUA INTERMITENTE
Curso de água cujo escoamento é uma resposta direta e imediata à precipitação ou ao abastecimento por uma fonte intermitente.

CURSO DE ÁGUA INTERROMPIDO
Rio que contém trechos alternados de escoamento perene e intermitente.

CURSO DE ÁGUA ISOLADO
Rio separado da zona de saturação que o cerca.

CURSO DE ÁGUA PERENE
Rio cujo escoamento não é interrompido, nem no espaço nem no tempo.

CURSO DE ÁGUA RAMIFICADO
Curso d'água de leito muito largo e pouco profundo onde o escoamento normal se faz por vários pequenos canais entrelaçados, separados por barras ou bancos. (CID)

CURSO DE ÁGUA SUBTERRÂNEA
Curso de água cujo leito está enterrado sob depósitos vulcânicos ou aluviais.

CURSO DE ÁGUA SUSPENSO
Afluente de um curso de água (ou trecho do mesmo) separado do lençol aqüífero subjacente por uma zona de material não saturado.

CURSO INFERIOR SIN. BAIXO CURSO
Trecho do canal de um curso d'água na região menos elevada da bacia de drenagem.

CURSOS DE ÁGUA ESTÁVEL
Curso de água que aparentemente atingiu um estado de equilíbrio entre o valor dos sedimentos que transporta e o valor dos que Ihe são aportados (sedimentação e erosão).

CURTOSE
Achatamento da curva de distribuição de freqüência.

CURVA COTA-ÁREA
Gráfico que mostra a relação entre a cota do nível d'água em um reservatório (ordenada) e a área correspondente (abcissa).

CURVA COTA-VOLUME
Gráfico que mostra a relação entre a cota do nível d'água em um reservatório (ordenada) e o volume correspondente (abcissa).

CURVA DE DEPRESSÃO
(1) Seção vertical através o cone de depressão. (CID)
(2) Gráfico representativo da variação, com o tempo, do nível hidrostático, decorrente de bombeamento.

CURVA DE DESVIOS ACUMULADOS
Gráfico representativo dos desvios acumulados de uma variável em relação a uma referência dada (média aritmética, por exemplo), em função do tempo.

CURVA DE DURAÇÃO DAS DESCARGAS
Curva que representa o número de vezes que uma certa descarga é atingida ou ultrapassada durante um período de tempo considerado, independentemente da ordem cronológica das observações.(GHM).

CURVA DE REMANSO
Perfil longitudinal da superfície da água de um curso d'água quando ela se eleva acima do seu nível normal pela presença de uma obstrução artificial ou natural.

CURVA DE RETENÇÃO
Gráfico representativo da altura (ou carga) capilar em função da umidade do solo ou do seu teor em água.

CURVA DE VELOCIDADES
Curva de distribuição das velocidades ao longo de uma vertical da seção transversal de um curso d'água.

CURVA EM S
Hidrograma que resultaria de uma série infinita de incrementos de escoamento de taxa unitária (por exemplo, 1 cm em T horas), obtido pela soma de vários hidrogramas unitários, cada um defasado de T horas em relação ao precedente. (GHM)

DATAÇÃO DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
Determinação do tempo entre a recarga de água subterrânea e sua amostragem.

DBO (DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO)
Índice de poluição da água que representa seu teor em substâncias bioquimicamente, desagradáveis.

DECÊNIO HIDROLÓGICO INTERNACIONAL (DHI)
Período de 10 anos (1965 -1974) de atividade hidrológica internacional intensa, patrocinada pela UNESCO, com a colaboração de outras entidades da Organização das Nações Unidas.

DECLIVIDADE (DA SUPERFICIE LIVRE DA ÁGUA), SIN. DECLIVIDADE DA LINHA DA ÁGUA
Inclinação da superfície da água, expressa pelo desnível por unidade de comprimento horizontal.

DECLIVIDADE DO LENÇOL FREÁTICO
Inclinação do lençol expressa pelo desnível por unidade de comprimento da superfície, em direção normal às isohipsas freáticas

DÉFICIT DE ÁGUA
Diferenças acumuladas entre a evapotranspiração potencial e a precipitação durante determinado período em que é a precipitação que tem o menor valor.

DÉFICIT DE UMIDADE (UMIDADE -P) DO SOLO
Ouantidade de água, expressa em altura necessária para levar o teor de umidade de um solo até sua capacidade de campo.

DEGRADAÇÃO
Desintegração e desgaste da superfície de rochas, falésias, estratos, leitos de rio, etc., pela ação de agentes atmosféricos e aquosos. (OD)

DENDROHIDROLOGIA
Utilização dos anéis de crescimento dos troncos das árvores para estudo de fenômenos hidrológicos.

DENSIDADE REAL DO SOLO
Massa de uma amostra de solo seco ao forno por unidade de volume (somente partículas de solo). Em g/cm3.

DERIVAÇÃO DE ÁGUAS
Transferência de águas de uma corrente para outra, podendo as correntes ser naturais ou artificiais

DESCARGA DE MATERIAL SÓLIDO DE FUNDO
Quantidade (em peso, massa ou volume) de material de fundo transportado, numa seção transversal de curso d'água, na unidade de tempo.

DESCARGA MÉDIA MENSAL
Média aritmética de todas as descargas médias mensais de um determinado mês, para um período de observações.

DESCARGA MÍNIMA
Menor valor da descarga de um rio durante um ano hidrológico, geralmente expressa como a mais baixa descarga diária (instantânea).

DESCARGA SÓLIDA
Peso dos sedimentos transportados por unidade de tempo através da seção transversal de um curso d'água.

DESNUDAÇÃO
(1) Erosão por chuva, gelo, vento ou água do material sólido da terra. Freqüentemente se dá o desaparecimento do solo pondo a descoberto o substrato rochoso.
(2) Eliminação de toda a vegetação e matéria orgânica de um solo por meios naturais ou artificiais.

DESVIO
Mudança na direção de um curso d'água.

DETERMINAÇÃO DA INFILTRAÇÃO
Processo de calcular o movimento descendente da água pela camada não saturada, levando em conta o avanço progressivo da frente úmida e as variações de armazenamento da água, em cada horizonte do solo.

DINÂMICA FLUVIAL
Ramo da potamologia que trata da ação das forças sobre os materiais do leito e sobre o escoamento da água, nos rios.

DISPERSÃO HIDRODINÂMlCA
Dispersão de uma solução em escoamento através de um meio poroso decorrente da difusão molecular e da variabilidade nas velocidades microscópicas.

DOLINA
Cavidade, em forma de funil, na superfície do solo que se comunica com o sistema de drenagem subterrânea, em regiões calcáreas, causada pela dissolução da rocha.

DUREZA DA ÁGUA
Propriedade da água, decorrente principalmente, da presença de bicarbonatos, cloretos e sulfatos de cálcio e de magnésio, que impede a produção abundante de espuma de sabão. (WMO)

ECO-SONDA
Instrumento para determinar a profundidade da água em um rio pela medida do tempo decorrido entre a emissão de sinal sonoro e o retorno de seu eco, após reflexão no fundo.

EFLUENTE
(1) Líquido que escoa para fora de um recipiente ou de outro sistema. (CID)
(2) Águas servidas que saem de um depósito ou de uma estação de tratamento.
(3) Derivação de uma corrente principal ou lago. (CID)

ENCHIMENTO
Acumulação de água em um reservatório durante um período considerado.

ENDORREICO
Que drena para bacias interiores.

ENGOLIMENTO
Vazão máxima permissível a uma turbina hidráulica, para uma determinada queda.

ENSAlO DE BOMBEAMENTO
Extração de água de um poço a uma ou a várias descargas selecionadas, durante a qual os níveis, piezométricos ou freáticos, são medidos regularmente no poço de bombeamento e nos poços de observação vizinhos. Os dados assim obtidos são utilizados para determinar os parâmetros da formação aquífera nas vizinhanças do poço de bombeamento.

ENTRADA D'ÁGUA
(1) Extremidade de montante de Qualquer estrutura pela qual a água pode escoar. (CI D)
(2) Estrutura que recebe abastecimento de água de uma fonte ou de uma tomada d'água de montante.

EPILÍMNIO
Camada superficial turbulenta da água de um lago, acima da termoclina, sem estratificação termal permanente.

ESCALA LIMNIMÉTRICA
Escala graduada utilizada para indicar a altura da superfície da água num rio, reservatório, lago, etc.

ESCOAMENTO
Parte da precipitação que escoa para um curso d'água pela superfície do solo (escoamento superficial) ou pelo interior do mesmo (escoamento subterrâneo).

ESCOAMENTO DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
Movimento de água num aqüífero.

ESCOAMENTO DE SUBSUPERFÍCIE
Qualquer escoamento sob a superfície do solo que é capaz de contribuir para o escoamento subsuperficial (ou hipodérmico), escoamento de base ou para a percolação profunda. (REB)

ESCOAMENTO DISPERSIVO
Diferença entre o escoamento de um fluido decorrente de sua velocidade real (microscópica) e o escoamento decorrente de sua velocidade média (macroscópica).

ESCOAMENTO LAMINAR
Escoamento de um fluido em que predominam as forças de viscosidade. No escoamento em canais as partículas do fluido deslocam-se aproximadamente em trajetórias bem definidas e regulares, sem interferirem significantemente, umas com as outras transversalmente. Em escoamento de canais ele ocorre com número de Reynolds inferior a 500 - 2000 e em meios porosos, com número de Reynolds inferior a 1-10.

ESCOAMENTO NÃO PERMANENTE
Escoamento em que a velocidade varia em grandeza e direção, relativamente ao tempo.

ESCOAMENTO POR GRAVIDADE
Escoamento de água sob ação predominante da gravidade.

ESCOAMENTO RETARDADO
Escoamento em que a velocidade decresce, com o tempo em um certo ponto ou em que a velocidade decresce ao longo da trajetória de um ponto.

ESCOAMENTO SUBTERRÂNEO
Parte do escoamento que, infiltrado no solo, atinge o lençol freático e vai alimentar um rio como água de fonte ou de percolação. (CID)

ESCOAMENTO VARIADO
Escoamento no qual a velocidade, a declividade superficia! e a área da seção transversal variam de um ponto a outro no curso d'água.

ESTAÇÃO CHUVOSA
Período do ano hidrológico caracterizado pela maior incidência de precipitações, sendo definidas para cada região geográfica, em função de observações históricas.

ESTAÇÃO DE OBSERVAÇÃO HIDROLÓGICA
Local onde são feitas observações hidrológicas ou climatológicas para fins hidrológicos. (TR)

ESTADO AERÓBIO
Condição da água que contenha oxigênio dissolvido suficiente para manter vivas bactérias aeróbias.

EUTROFICAÇÃO
Processo pelo qual as águas se tornam mais eutrópicas (mais ricas em nutrientes dissolvidos necessários para o crescimento de plantas aquáticas, como algas), seja como fase natural de maturação da massa de água, seja artificialmente (por exemplo, por poluição ou por efeito de fertilizantes).

EVACUADOR DE CHEIAS
Canal aberto ou conduto fechado que, numa barragem ou em qualquer estrutura hidráulica, é utilizado para deixar escapar o excesso de água das cheias.(CID)

EVAPORAÇÃO DE ÁGUA

(1) Emissão de vapor por uma superfície de água livre em temperatura inferior ao ponto de ebulição. (WMO)
(2) Ouantidade de água evaporada.

EVAPORAÇÃO RELATIVA
Relação entre o valor real da evaporação de uma superfície do solo ou da água e a capacidade de evaporação, sob as condições atmosféricas existentes.

EVAPOTRANSPIRAÇÃO
Quantidade de água transferida do solo à atmosfera por evaporação e transpiração das plantas. (WMO)

EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL
Ouantidade máxima de água capaz de ser evaporada, num dado clima de uma cobertura vegetal contínua e bem alimentada em água. Inclui, portanto, a evaporação do solo e a transpiração da vegetação, numa região especificada, num determinado intervalo de tempo, sendo expressa em altura de água. (WM0)

EXCESSO DE ÁGUA
(1) Diferença positiva acumulada entre a precipitação e a evapotranspiração potencial, durante um certo período.
(2) Quantidade de água em excesso sobre a demanda, num reservatório ou sistema de abastecimento.

EXORREICO
Que drena para o oceano.

EXTRAVASAMENTO
(1) Escoamento de um reservatório sobre a crista do vertedor. (CID)
(2) Excesso de água que não pode ser utilizada para gerar energia e que é desviada da usina. (CID)

FILTRAÇÃO
Processo de fazer passar um líquido através de um meio filtrante para a remoção de matéria em suspensão ou coloidal.

FLUIDIZAÇÃO
Estado das partícular sólidas em suspensão num fluído e com ele se movimentando.

FONTE ARTESIANA
Fonte cuja água sai sob pressão, proveniente de um aqüífero artesiano, geralmente através de alguma fissura ou outra abertura no leito confinante superposto ao aqüífero.

FONTE DE ÁGUA MINERAL
Fonte cuja água contém quantidades significativas de sais minerais (GG)

FONTE DE PERCOLAÇÃO
Fonte cuja água emerge de rocha permeável numa área relativamente grande.

FONTE SURGENTE
Fonte cuja água emerge em decorrência da interseção da superfície topográfica com o nível freático

FONTE TERMOMINERAL
Fonte termal cuja água contém elevado teor em sais minerais.

FORÇA DE TRAÇÃO
Força que a corrente de água exerce sobre uma partícula de sedimento imóvel no leito do rio, para fazê-la deslocar-se.

FREATÓFITAS
Plantas ávidas de água, que crescem principalmente ao longo dos rios e cujas raízes profundas atingem a franja de capilaridade.

FUGA
Em escoamento subterrâneo, água que penetra numa formação aqüífera após ter atravessado uma camada semipermeável sobrejacente ou que sai de uma formação aqüífera para atravessar uma camada semipermeável subjacente.

FUNÇÃO DE CORRENTE
Função matemática, utilizada principalmente em escoamento bidimensional (por exemplo: escoamento plano ou (assimétrico) cujo valor é constante ao longo de uma linha de corrente (ou de uma lâmina de corrente) e cujo incremento (ou decremento) dá a descarga entre duas linhas de corrente (ou lâminas de corrente) vizinhas.

FUNÇÃO DO POÇO
Equação matemática que permite calcular o rebaixamento não permanente num dado ponto, num determinado instante e para uma certa vazão de bombeamento constante.

GEADA
(1) Vapor d'água ou orvalho congelado. (OD)
(2) Abaixamento da temperatura do ar a um valor igual ou inferior ao do ponto de congelação da água (0OC à pressão atmosférica normal.)(WMO)

GELO
Estado sólido da água na natureza causado por: congelação da água, condensação do vapor d'água atmosférico sob forma de cristais, compactação da neve com ou sem movimentação de geleira ou impregnação de massas porosas de neve pela água que se congela a seguir. (SPRI)

GESTÃO DAS ÁGUAS
Planejamento da distribuição e utilização dos recursos hídricos.

GRADIENTE CRÍTICO
Valor máximo do gradiente hidráulico acima do qual o solo fluidifica-se, formando fendas.

GRÁFICO DE DISTRIBUIÇÃO
Hidrograma unitário modificado que mostra a parte do volume de escoamento que ocorre durante intervalos de tempos iguais e sucessivos.

GRANIZO, SARAIVA, CHUVA DE PEDRA
Precipitação de pequenas pedras de gelo, com diâmetro de 5 a 50 mm e, às vezes, maiores, caindo isoladamente ou aglomeradas em massas irregulares. (WMO)

GUTAÇÃO
Processo pelo qual as plantas expulsam pelas folhas a água em excesso da transpiração.

HIDRÁULICA
Ramo da mecânica dos fluídos que trata do escoamento da água (ou outros líquidos) em condutos ou canais abertos.

HIDROGEOLOGIA
Ramo da geologia que trata da água subterrânea e, especialmente, de sua ocorrência.

HIDROGEOQÚMICA
Ciência que trata da composição química das águas naturais de suas variações e das causas dessas variações.

HIDROGRAFIA
(1) Ciência que trata da descrição e da medida de todas as extensões de água: oceanos, mares, rios, lagos, reservatórios, etc.
(2) Em particular, cartografia das massas expostas de água, visando as necessidades da navegação. (CID)

HIDRÓLISE
Interação de um composto com a água, chegando à sua decomposição em constituintes ácidos e básicos. Reação inversa à formação de sais.

HIDROLOGIA
(1) Ciência que trata das águas da terra, sua ocorrência, circulação e distribuição, suas propriedades químicas e físicas e sua reação com meio ambiente, incluindo sua relação com os seres vivos. (CHOW)
(2) Ciência que estuda as variações dos recursos hídricos naturais da terra em função das diferentes fases do ciclo hidrológico. (CHOW)

HIDROLOGIA AGRÍCOLA
Ramo da hidrologia que considera os fenômenos hidrológicos em suas aplicações às atividades de engenharia rural, dando ênfase aos processos e usos agrícolas. (YEV)

HIDROLOGIA APLICADA
Ramo da hidrologia que se relaciona às técnicas de realização de obras hidráulicas e outros aspectos concernentes ao desenvolvimento e administração dos recursos hídricos. (YEV)

HIDROLOGIA CÁRSTICA
Ramo da hidrologia que trata dos fenômenos hidrológicos em formações geológicas dotadas de passagens subterrâneas ou fraturas que possibilitam a circulação de vastas massas de águas. (YEV)

HIDROLOGIA DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS
Ramo da hidrologia que trata dos processos e fenômenos hidrológicos que ocorrem na superfície da terra, com ênfase ao escoamento superficial. (YEV)

HIDROLOGIA DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
Ramo da hidrologia que estuda as águas do subsolo, levando em conta as condições geológicas.

HIDROLOGIA FLORESTAL
Ramo da hidrologia que trata da relação da vegetação e das florestas com os processos hidrológicos. (YEV)

HIDROLOGIA PARA ENGENHARIA
Ramo da hidrologia aplicada que diz respeito a informações hidrológicas destinadas a aplicações em engenharia, por exemplo, planejamento, projeto, operação e manutenção de obras de arte e estruturas.

HIDROLOGIA URBANA
Ramo da hidrologia que estuda as áreas urbanas e metropolitanas onde o relevo é modificado pelas construções e a maior parte do solo acha-se coberto por revestimento artificial, tornando-o praticamente impermeável. (YEV)

HIDROMETEORO
Partículas de água, em estado líquido ou sólido, que caem ou ficam em suspensão na atmosfera.

HIDROMETEOROLOGIA
Estudo das fases atmosféricas e terrestres do ciclo hidrológico, com ênfase em suas inter-relacões.

HIDROMETRIA
Ciência da medida e da análise das características físicas e químicas da água, inclusive dos métodos, técnicas e instrumentação utilizados em hidrologia. (YEV, CHOW)

HIDROSFERA
Parte do globo terrestre coberta de água e gelo. (WMO)

HIETOGRAMA
Diagrama representativo da distribuição temporal das intensidades de uma chuva.

HIETOGRAMA
(1) Mapa ou carta representando a distribuição espacial ou temporal de uma precipitação. (AMS)
(2) Gráfico representativo da intensidade da precipitação em função do tempo.

HIGRÔMETRO
Instrumento para medir a umídade relativa da atmosfera e para determinar o ponto de orvalho.

HIPOLÍMNIO
Camada profunda de um lago abaixo do termoclina. Fica fora das influências da água de superfície e tem um gradiente de temperatura relativamente fraco.

HISTERESE
(1) Histerese de umidade de um solo; fenômeno pelo qual a tensão de umidade do solo, contendo uma certa quantidade de água, depende dos clclos de umidificação e de secagem anteriores.
(2) Histerese de escoamento: efeito sobre a relação cota-descarga numa estação de medição onde a declividade das águas superficiais é variável e onde, para o mesmo nível d'água, a descarga é maior na subida do que na descida das águas.

HIDROVIA
(1) Trecho de um curso d'água ou canal onde é possível a navegação.
(2) Largura da via ou canal navegável de um curso d'água, lago, etc., ou da abertura para a passagem da água, por exemplo, entre pilares da ponte. (CID)

ICEBERGUE
Grande massa de gelo flutuante desprendida de uma geleira ou de uma capa de gelo com mais de 5m acima do nível do mar. (WMO)

ÍNDICE DE INFILTRAÇÃO
Taxa média de infiltração deduzida do gráfico intesidade-duração da precipitação, de tal modo que o volume de chuva em excesso sobre essa taxa seja igual ao volume da água escoada. (CHOW)

ÍNDICE DE SECA
Valor calculado que se relaciona a alguns dos efeitos cumulativos de um déficit de unidade prolongado e anormal. Índice de seca hidrológica correspondente a níveis abaixo da média em cursos d'água, lagos, reservatórios, etc. Entretanto, um índice de seca em agricultura deve se relacionar também com os efeitos cumulativos de déficit de transpiração absoluto ou anormal.

INFILTRAÇÃO
(1) Fluxo da água da superfície do solo para o subsolo. (WMO, CID)
(2) Escoamento de um meio poroso para um canal, dreno, reservatório ou conduto. (CID)

INTERCEPÇÃO
(1) Processo pelo qual a precipitação é captada e retida pela vegetação ou por estrutura e é perdida por evaporação sem atingir o solo. (CID)
(2) Quantidade d'água interceptada.
(3) Parte da precipitação interceptada pela vegetação. (CID)

INUNDAÇÃO
(1) Sin cheia (4) Transbordamento de água de calha normal de um rio ou acumulação de água, drenagem, em áreas não habitualmente submersas. (WMO) 
(2) Aspersão controlada de água para irrigação, etc.

IRRIGAÇÃO
Fornecimento artificial de água ao solo, com finalidades agrícolas.

ISOPAOUIA
(1) Em um mapa, linha que liga os pontos de igual espessura de determinada unidade geológica.
(2) Linha que liga os pontos de igual subida ou descida do nível do lençol freático, durante um dado período de tempo. (CID)

JUSANTE
Na direção da corrente, rio abaixo.

LAGO
Massa continental de água superficial de extensão considerável.

LAGO EFÊMERO
Lago, que seca anualmente durante a estiagem ou em anos particularmente secos.

LAGO TEMPORÁRIO
Leito de um lago encontrado em regiões áridas ou desérticas, no fundo de um vale fechado cuja drenagem se faz para o interior. O lago é geralmente seco, salvo após temporais intensos, quando pode ficar recoberto por uma delgada lâmina de água que desaparece rapidamente por evaporação.

LÂMINA D'ÁGUA
Camada de água que passa por cima de um vertedor ou de um salto.

LÂMINA LIVRE
Lâmina de água cuja superfície inferior não está em contato com estruturas de descarga e que, portanto, está à pressão ambiente em todos os lados.

LEITO ALUVIAL
Leito móvel sobre formações sedimentares pouco compactas.

LEITO DE UM RIO
Parte mais baixa do vale de um rio, modelada pelo escoamento da água, ao longo da qual se deslocam, em períodos normais, a água e os sedimentos.

LEITO DIVAGANTE
Leito cuja topografia varia com o tempo.

LEITO ESTÁVEL
Leito em situação de equilíbrio quanto à seção transversal e à declividade longitudinal.

LEITO INSTÁVEL
Leito de um curso d'água para o qual a relação cota-descarga varia com o tempo.

LIMITE GEOHIDROLÓGICO
Descontinuidade lateral em estrutura geológica que resulta da transição do material permeável de um aqüífero a outro material de propriedades geohidrológicas sensivelmente, distintas.

LIMNOLOGIA
Ciência que estuda todos os fenômenos físicos, biológicos e hidrológicos pertinen-tes aos lagos e lagoas em relação ao respectivo meio ambiente. (YEV)

LINHA DE EMISSÃO
Linha que liga as posições sucessivas das partículas de água que passaram por um determinado ponto fixo. É materializada, por exemplo pelo traço deixado por um filamento de corante injetado num local fixo.

MACIÇO FILTRANTE DE CASCALHO
Material poroso classificado que se introduz no espaço anular entre o tubo e a parede externa de um furo de sondagem. Algumas vezes colocado também à volta de tubos de drenagem.

MACROPERMEABILIDADE
Permeabilidade de rocha ou solo devida, principalmente à existência de grandes fendas e fissuras.

MARÉ
Elevação e abaixamento periódicos das águas nos oceanos e grandes lagos resultantes da atração gravitacional da lua e do sol sobre a terra a girar.

MARULHO

Agitação da água causada pela interação de correntes ou por uma corrente rápida passando sobre um fundo irregular, por exemplo, marulho de maré.

MATERIAL SÓLIDO EM SUSPENSÃO

Sedimentos que permanecem em suspensão na água corrente, durante considerável período de tempo, sem contato com o leito do rio e sem nele se depositar.

MEANDRO

Sinuosidade do curso de um rio, constituída por duas curvaturas consecutivas, onde o escoamento se dá no sentido dos ponteiros do relógio em uma e em sentido contrário na outra. (CID)

MODELO HIDROLÓGICO
Representação matemática simplificada de alguns ou de todos os processos do ciclo hidrológico por um conjunto de conceitos hidrológicos expressos em linguagem matemática e interligados em seqüências temporais e espaciais correspondentes às observadas na natureza. Os modelos analógicos conceptuais são utilizados para simular o comportamento de uma bacia.

NASCENTE
(1) Fonte situada no limite do afloramento de um aqüífero, no local a partir do qual o lençol se torna confinado.
(2) Fonte situada no afloramento de um aqüícludo em forma de bacia, coberto por um aqüífero.

NECESSIDADES EM ÁGUA DE IRRIGAÇÃO
Quantidade total de água exigida por uma cultura para desenvolver-se normalmente "in situ", por unidade de área.


NEVE

Precipitação de cristais de gelo, a maioria dos quais com aspecto ramificado e, algumas vezes, estrelado. (WMO)

NÍVEL DE ÁGUA
Altura da superfície livre de uma massa de água em relação a um plano de referência.

NÍVEL DE ALARME
Cota de uma determinada escala linimétrica para a qual começam a se manifestar danos ou incoveniências decorrentes de uma cheia.

NÍVEL MÍNIMO MINIMORUM
Nível d'água de um reservatório definido em projeto e atingível pelo deplecionamento do mesmo através do escoamento por gravidade (turbinas e/ou válvulas de fundo).

NÚCLEO
Partícula infinitesimal de constituição especial (ou íon) sobre a qual se realiza a passagem do vapor d'água atmosférico à fase líquida ou sólida ou a passagem da água da fase líquida à sólida. (WMO)

OBRAS DE CONTROLE DE CHEIAS
Diques, aterros e outras obras ao longo de um rio para manter as águas de num determinado canal, dirigi-las para zonas previstas de inundações ou reservatórios de controle. (GHM)

OCEANOGRAFIA
Estudo dos mares e oceanos, inclusive tudo que se relaciona com a topografia das costas e do fundo dos mares, os tipos de correntes e as marés, a física e a química das águas do mar e as múltiplas fases da biologia marinha. (GG)

ONDA
Perturbação em uma massa de água, propagada à velocidade constante ou variável (celeridade) freqüentemente de natureza oscilatória, acompanhada por subidas e descidas alternadas das partículas da superfície do fluido

ORVALHO
Depósito de gotículas de água em objetos situados no solo ou próximo ao mesmo, produzidas pela condensação do vapor do ar límpido circundante. (WMO)

OSMOSE
Passagem de um solvente de uma solução diluída a outra mais concentrada, através de uma membrana semipermeável, isto é, permeável apenas ao solvente. (GG)

QUALIDADE DA ÁGUA
Propriedades físicas, químicas e biológicas da água.

PERCOLAÇÃO
Tipo de escoamento laminar que se produz nos interstícios de um material poroso saturado sob a ação de gradientes hidráulicos moderados, dirigidos principalmente para baixo.

PERMEÂMETRO
Dispositivo para medir a condutividade hidráulica.

PH 
Logaritmo decimal do inverso da concentração do íon hidrogênio (atividade): Utilizado como indicador da acidez (PH < 7) ou da alcalinidade (PH >7).

PLUVIÔMETRO
Instrumento para medir a altura da chuva de distribuição horizontal supostamente homogênea e não submetida à evaporação.

PRECIPITAÇÃO

(1) Produtos líquidos ou sólidos da condensação do vapor d'água que caem das nuvens ou depositados pelo ar úmido sobre o solo.
(2) Quantidade de precipitação caída (conforme a, definição em 1) sobre uma superfície horizontal durante um dia, um mês ou um ano e designada como precipitação diária, mensal ou anual. (CID)

PRECIPITAÇÃO NUMA ÁREA
Precipitação numa área específica, expressa em altura média da lâmina d'água sobre essa área.

PRESSÃO OSMÓTICA
Sobrepressão que deve ser exercida sobre as partículas de uma solução para impedir a penetração do solvente por osmose, se o solvente puro estiver separado da solução por uma membrana semipermeável, isto é, permeável apenas ao solvente. (GG)

PREVISÃO DE CHEIAS
Previsão de cotas, descargas, tempo de ocorrência, duração de uma cheia e, especialmente, da descarga de ponta num local
especificado de um rio, como resultado das precipitações e/ou da fusão das neves na bacia.

PSICRÔMETRO
Instrumento para medir o conteúdo de vapor d'água da atmosfera. Consiste em dois termômetros, um dos quais (o de bulbo seco) é um termômetro comum de vidro, enquanto o outro (o de bulbo molhado) tem o bulbo coberto por um pano fino, impregnado de água destilada antes de cada observação.

PURIFICAÇÃO
Tratamento das águas naturais ou servidas para extrair as impurezas físicas indesejáveis, as substâncias químicas e os organismos vivos nocivos. (WHO)

QUEDA D' ÁGUA
Queda vertical ou declividade muito acentuada de um curso d'água.

RAVINA
Depressão alongada, na superfície do solo, geralmente em forma de V, maior do que uma garganta e menor do que um vale.

RECESSÃO
Período de descarga decrescente representado pelo ramo descendente da hidrógrafa, a partir do ponto correspondente à vazão máxima. Em particular, a porção mais baixa desse ramo descendente (depleção), que reflete a diminuição da descarga originária dos reservatórios subterrâneos.

RECURSOS HÍDRICOS
Numa determinada região ou bacia, a quantidade de águas superficiais ou subterrâneas, disponíveis para qualquer uso.

REDE HIDROLÓGICA
Conjunto de estações hidrológicas e de postos de observação situados numa dada área (bacia de um rio, região administrativa) de modo a permitir o estudo do regime hidrológico.

REGIME HIDROLÓGICO
(1) Comportamento do leito de um rio durante um certo período, levando em conta os seguintes fatores: descarga sólida e líquida, largura, profundidade, declividade, formas dos meandros e progressão do movimento da barra, etc.;
(2) Condições variáveis do escoamento num aqüífero;
(3) Modelo padrão de distribuição sazonal de um evento hidrológico, por exemplo, vazão.

REMANSO
Água represada ou retardada no seu curso em comparação ao escoamento normal ou natural.

REOLOGIA
Ramo da mecânica dos meios contínuos que trata das relações entre as tensões de formações e escoamento da matéria.

REPRESA
Massa de água formada por retenção; por exemplo, à montante de uma barragem.

RESERVATÓRIO DE ACUMULAÇÃO
Reservatório que retém água para finalidades utilitárias como, por exemplo, abastecimento, produção de energia elétrica, irrigação e recreação. (CID)

RESERVATÓRIO DE ÁGUA SUBTERRÂNEA

Formação aqüífera onde a água subterrânea é armazenada e que poderá ser posteriormente extraída e utilizada.

RESERVATÓRIO DE RETENÇÃO
Reservatório de controle de cheias com saídas não reguláveis.

RESÍDUOS
Numa reta de regressão de Y em relação a X, os resíduos são as diferenças entre os valores observados e os determinados pela reta de regressão. (CHOW)

RESSALTO HIDRÁULICO
Passagem brusca de água, num canal aberto, de profundidade subcritica à supercrítica, acompanhada de dissipação de energia.

RESURGÊNCIA
Reaparição, ao ar livre, ao fim de um percurso subterrâneo, de um curso d'água superficial desaparecido à montante.

RETENÇÃO
Parte da precipitação caída sobre uma bacia de drenagem que não se escoa imediatamente, ficando retida sobre o solo durante um certo período de tempo.

RIACHO
Curso d'água natural, normalmente pequeno e tributário de um rio. (W)

RIO CÁRSTICO
Rio cuja origem é fonte cárstica ou que corre em região cárstica.

RIO ENCAIXADO
Rio que cortou seu canal no fundo de um vale muito apertado.

RIO ESTÁVEL
Rio que, no conjunto mantém a declividade, a profundidade e as dimensões do canal sem elevação ou rebaixamento perceptível de seu leito.

RIO SUBTERRÂNEO
Massa de água corrente que passa por uma grande cavidade subterrânea: gruta, caverna ou conjunto de grandes interstícios em comunicação.

RIO
Curso de água de grande dimensão que serve de canal natural para a drenagem de uma bacia.

ROCHA PERMEÁVEL
Rocha cuja textura permite a circulação perceptível de líquidos, sob a ação das diferenças de carga. Comumente existente nas águas subsuperficiais.

SALINIDADE
Concentração de sais dissolvidos na água, quando a matéria orgânica já foi oxidada, os carbonatos convertidos a óxidos e o bromo e o iodo substituídos pelo cloro. É expressa em g/Kg ou ppm de cloro.

SALMOURA
Solução salina muito concentrada, freqüentemente produzida por evaporação ou congelação da água do mar. A concentração total de sais dissolvidos é muito superior à da água do mar.

SALTAÇÃO
Transporte, por uma corrente, de partículas de materiais sólidos que se deslocam em saltos intermitentes. Movimento descontínuo de partículas de sedimentos acima do solo (em escoamento de ar) ou acima do leito de um rio (em escoamento de água). (CID)

SATURAÇÃO
(1) Estado de um meio poroso cujos poros estão completamente cheios de água. 
(2) Relação entre o volume dos poros cheios de água e o volume total dos poros, sin. grau de saturação.
(3) Estado do ar úmido caracterizado pelo equilíbrio transitório, acima da superfície evaporante, entre as moléculas que se desprendem da superfície e as que ali penetram. Nessas condições cessa a evaporação.
(4) Estado de equilíbrio dinâmico de uma substância dissolvida, entre suas diferentes fases - sólida, líquida e gasosa.

SECA
(1) Ausência prolongada, deficiência acentuada ou fraca distribuição de precipitação. (WMO)
(2) Período de tempo anormalmente seco, suficientemente prolongado para que a falta de precipitações provoque grave desequilíbrio hidrológico.

SEÇÃO DE MEDIÇÃO
Seção transversal de um curso d'água onde se realizam as medições de vazão.

SEDIMENTAÇÃO
Processo de decantação e depósito por gravidade de materiais em suspensão na água.

SEDIMENTO
Depósito superficial formado por materiais transportados por uma corrente de água ou ar. (GGT)

SEDIMENTO
Material fragmentário transportado pela água, vento ou gelo do lugar de origem ao de deposição. Em cursos d'água os sedimentos são materiais aluviais carreados em suspensão ou como material sólido de fundo.

SEDIMENTOLOGIA
Disciplina que trata da erosão, do transporte e do depósito dos sedimentos levando em consideração os processos hidrológicos e enfatizando a relação água-sedimento. (YEV)

SEICHE
Oscilação da superfície de um lago ou de uma pequena massa de água causada por movimentos sísmicos menores, ventos ou variações da pressão atmosférica. (WMO)

SÉRIE HISTÓRICA
Conjunto de dados hidrológicos e hidrometeorológicos de eventos que ocorreram no passado.

SIFÃO
Conduto fechado em que uma parte se eleva acima da linha piezométrica, resultando ali uma pressão menor que a atmosférica. Em função disto é necessária a criação de vácuo para se iniciar o escoamento. O sifão utiliza a pressão atmosférica para promover ou aumentar o escoamento ao conduto. Na natureza, os sifões encontram-se em regiões cársticas.

SILTE
(1) Material inorgânico de granulação fina, classificado segundo certos critérios granulométricos; por exemplo, com diâmetro de partícula compreendido entre 0,02 e 0,002mm conforme as normas da International Society of Soil Science ou com diâmetro compreendido entre 0,05 e 0,005mm segundo as normas do U. S. Bureau of Soils.
(2) Sedimento inconsolidado pertencente à categoria dos "finos" em que a maior parte das partículas são menores que as da areia e maiores que as da argila. (GG)

SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Conjunto de estruturas hidráulicas (reservatórios, bombas, condutos, etc.) necessárias para assegurar uma distribuição de água adequada a diversas utilizações.

SOLAPAMENTO
Ação erosiva - em particular, erosão local muito intensa - da água corrente nos rios escavando e arrastando materiais do leito e das margens. (CID)

SOLEIRA
(1) Estrutura baixa submersa para corrigir a profundidade de Um rio. (CID)
(2) Umbral de uma comporta ou abertura de um vertedor. (CID)
(3) Estrutura baixa construída transversalmente a uma corrente afluente ou a um canal de derivação ou saída, para reduzir ouimpedir o escoamento, até que o nível do rio principal atinja a crista dessa estrutura. (CID)

SOLEIRA SUBMERSA
Estrutura submersa transversal ao leito do rio com os objetivos de controlar os níveis d'água à montante ou assegurar uma vazão até que o rio atinja o nível da crista da estrutura.

SOLO
1) Parte desintegrada da camada superficial da crosta terrestre, constituída de material incoerente ou de fraca coerência, como por exemplo, cascalho, areia, silte, argila ou qualquer mistura desses materiais.
(2) Em pedologia: material terrestre alterado por agentes físicos, químicos e biológicos e que serve de base para as raízes das plantas.(GG)

SOLUBILIDADE
Concentração de equilíbrio de uma substância solúvel, á temperatura e pressão dadas, quando a substância não dissolvida está em contato com a solução. Geralmente expressa em gramas por 100 gr de solvente ou em moles por litros de solução. (GG)

SUBLIMAÇÃO
Mudança de fase diretamente do estado sólido para o gasoso.

SUBSIDÊNCIA
(1) Ver também decantação. Depósito de sedimentos arrastados pela corrente. 
(2) Abaixamento do nível de uma área considerável da superfície do solo pela remoção de material sólido ou líquido subjacente ou, então, pela retirada, pela água, de material solúvel.

SULCO
Microcanal onde se concentra a água à procura do caminho de maior declividade. Daí, deriva a expressão "sulco de erosão".

SUMIDOURO
Buraco que vai da superfície a uma cavidade subterrânea, geralmente formado pela infiltração de águas superficiais ao atravessar rochas cársticas.

TALVEGUE
Linha que segue a parte mais baixa do leito de um rio, de um canal ou de um vale.

TANQUE (DE EVAPORAÇÃO) COLORADO
Tanque de evaporação em folha galvanizada, sem pintura, cuja superfície é de 1 m2 é cuja profundidade é de 45 cm. É enterrado no solo com o bordo superior a 5 cm acima do terreno e a água aproximadamente ao nível do solo.

TANQUE DE EVAPORAÇÃO BPI
Tanque de evaporação circular, de 6 pés de diâmetro e 2 de profundidade, feito de ferro galvanizado não pintado. O tanque é enterrado de modo que a borda superior fique cerca de 2 polegadas acima do solo, sendo a água mantida mais ou menos ao nível do solo.

TELEMETRIA
Registro à distância de informações fornecidas por instrumentos de medição.

TERMOCLINA
Camada de água de um lago, entre o epilimnion e o hipolimnion, na qual o gradiente de temperatura ultrapassa 1° C por metro.

TERMO-OSMOSE
Escoamento através de um meio poroso causado por diferenças de temperatura.

TERRAS ENCHARCADAS
Terras em que, como conseqüência de irrigações excessivas ou de drenagem insuficiente, o nível do lençol freático fica tão próximo da superfície do solo que não permite o desenvolvimento normal das culturas.

TOMADA D'ÁGUA
Estrutura ou local cuja finalidade é controlar, regular, derivar e receber água diretamente da fonte por uma entrada d'água construída à montante. (CID)

TORTUOSIDADE
(1) Relação entre a extensão real do canal de um rio entre dois pontos. medida ao longo do eixo do canal principal, é a menor distância linha reta entre esses pontos.
(2) O mesmo para o escoamento subterrâneo.

TOTAL DE SÓLIDOS DISSOLVIDOS
Peso total de constituintes minerais dissolvidos em água, por unidade de volume ou de peso da amostra de água.

TRANSBORDAMENTO
Excesso de água que vaza de um reservatório superficial ou subterrâneo quando este tem seus limites de retenção ultrapassados.

TUBO DE PITOT
Tubo com uma das extremidades aberta e disposta perpendicularmente à corrente líquida. A velocidade do líquido pode ser determinada pela diferença entre a pressão dinâmica e a estática. (WMO)

TURBIDEZ
Condição de um líquido que, pela presença de sedimentos finos, visíveis, em suspensão, impede a passagem da luz.

TURBIDEZ
Aparência túrbida, leitosa da água, decorrente de pequenas partículas, em suspensão, de silte ou argila.

TURBULÊNCIA
1) Agitação superposta ao escoamento principal, composta de movimentos desordenados e em contínua variação, de partículas fluidas. (WMO)
(2) Perturbação no escoamento da água ou do ar, caracterizada pela presença de correntes transversais e de turbilhões.

UMIDADE (UMIDADE - P) RELATIVA
Para uma dada temperatura e pressão, a relação percentual entre o vapor d'água contido no ar e o vapor que o mesmo ar poderia conter se estivesse saturado a idênticas temperatura e pressão. (WMO)

UMIDADE ABSOLUTA
Massa de água contida na unidade de volume de ar úmido. (REB)

USINA A FIO D'ÁGUA
Usina hidrelétrica que utiliza reservatório com acumulação suficiente apenas para prover regularização diária ou semanal, ou utilizada diretamente a vazão afluente do aproveitamento.

USINA COM ACUMULAÇÃO
Usina hidrelétrica que dispõe de reservatório para acumulação de água, com volume suficiente para assegurar o funcionamento normal das usinas durante um tempo especificado.

USINA DE BASE
Usina hidrelétrica que é normalmente operada para atender a carga de base e é operada essencialmente sob carga constante.

USINA HIDRELÉTRICA
Conjunto de todas as obras e equipamentos destinados à produção de energia elétrica utilizando-se de um potencial hidráulico.

USlNA REVERSÍVEL
Usina em que a energia elétrica é gerada com a utilização de água previamente bombeada para um reservatório de acumulação. 
Pode ser usada para prover capacidade de reserva de geração.

VALETA
Vala pequena construída nas margens de uma estrada para assegurar a drenagem e escoamento das águas.

VALORES HIDROLÓGICOS NORMAIS
Valores médios de características hidrológicas estabelecidos em um período de duração tal que a média de qualquer período mais longo não modifica significativamente os valores obtidos.

VAZÃO A SEÇÃO PLENA
Vazão correspondente à cota de transbordamento.

VAZÃO BOMBEADA
Volume de água recalcado por unidade de tempo.

VAZÃO DEFLUENTE OU VAZÃO LIBERADA
Vazão total que sai de uma estrutura hidráulica. Corresponde à soma das vazões turbinadas e vertida em uma usina hidrelétrica

VAZÃO LIBERADA MÍNIMA
Menor vazão que deve ser liberada de um reservatório por motivos diversos, como atendimento a limitações de navegação, irrigação, etc.

VAZÃO MÁXIMA POSSÍVEL
Vazão que pode se escoar na calha de um curso d'água sem que haja transbordamento pelas margens.

VAZÃO TURBINADA
Vazão que passa através das turbinas de uma usina hidrelétrica, utilizada para fins de geração de energia.

VAZÃO TURBINÁVEL
Vazão passível de ser turbinada, em uma usina hidrelétrica, para fins de geração de energia. A vazão turbinável é limitada pelo engolimento de todas as turbinas em disponibilidade.

VAZÃO VERTIDA
Descarga através do vertedouro e/ou válvulas de fundo. A vazão que passa através das turbinas, desde que não utilizada para geração de energia, compõe também a vazão vertida.

VElO DE ÁGUA SUBTERRÂNEA
Conjunto mais ou menos tubular de material permeável saturado encaixado em matriz menos permeável ou impermeável.

VELOCIDADE MÉDIA

(1) (Para águas superficiais). Descarga dividida pela área da seção transversal. 
(2) (Para águas subterrâneas). Descarga específica dividida pela porosidade.

VERTEDOR DE MEDIÇÃO
Dispositivo ou estrutura construída transversalmente a um curso d'água, causando uma queda livre ou submersa para medir a vazão.

VERTEDOR EM V
Vertedor de medição de parede delgada, com contração lateral e com uma chanfradura em forma de "V" de vértice para baixo.

XERÓFITA
Planta que se desenvolve em clima árido.

ZONA DE ÁGUA DO SOLO
Parte subsuperficial da litosfera da qual a água passa à atmosfera em quantidades apreciáveis, por evapotranspiração.

ZONA DE PRECIPITAÇÃO OU DE CHUVA
Extensão geográfica afetada por uma dada chuva.

ZONA DE SATURAÇÃO
Parte da litosfera na qual os interstícios estão total ou completamente cheios de água. (CID)

ZONA ÚMIDA

Zona na qual a precipitação excede a evaporação potencial.

ZONALIDADE DOS FENÔMENOS HIDROLÓGICOS
Alteração dos fenômenos hidrológicos em função da altitude e da latitude.

FONTE: Os verbetes que constituirão este Dicionário foram retirados do Glossário de Termos Hidrológicos ANEEL & OMM 1.999 – edição Comemorativa ao dia Mundial da Água, 22 de março Brasília – DF.

 
 
       
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